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#NãoSouSóEuQuePensoNisto

A partilha de ideias e reflexões de um jovem a quem o MUNDO lhe intriga.


João José Silva

18.12.24

As palavras AMOR e PAIXÃO pertencem ao mesmo campo semântico, muitas vezes são confundidas, mas ambas possuem sentidos bastante profundos. Não quero entrar nas questões de etimologia, nem do sentido das suas várias aplicações, pois muitos estudiosos já se dedicaram a aprofundaram esses temas e têm um conhecimento mais detalhado em comparação ao meu – sou apenas um jovem rapaz que escreve e partilha as suas dúvidas existências.

A palavra AMOR tem um tamanho galáctico em significado. Numa rápida pesquisa ao dicionário de língua portuguesa, 'Priberam', dos vários tópicos que a descrevem, houve um que me cativou a atenção e passo a citar: “entusiasmo ou grande interesse por algo” – a meu ver, uma frase minúscula em relação ao seu real sentido, mas se começássemos nessa discussão, nunca mais sairíamos daqui. Já a palavra PAIXÃO define-se e passo a citar: “sentimento intenso de atração entre duas pessoas”. Aqui já podemos distinguir algo gigantesco entre as duas palavras – o foco dos seus significados. A PAIXÃO é algo muito mais direcionado do que o AMOR – poderei até dizer, “palpável”. É por este caminho da PAIXÃO que quero aprofundar.

Quem nunca sentiu PAIXÃO por alguém? TODOS já passámos ou haveremos de passar por essa sensação. Algo prazeroso e ao mesmo tempo arrebatador. A efervescência emocional, o gagismo, o atraso no pensamento, a respiração ofegante, os olhares perfurantes, os calafrios e entre muitos outros sintomas associados. É tão espetacular como uma pessoa consegue afetar de forma tão forte, a nível físico e psicológico, uma outra.

Por vezes, essas PAIXÕES são recíprocas… outras não. Essa desilusão relacional provoca reações tão interessantes. Feridas abertas que apenas são curadas com o elemento TEMPO - o TEMPO é o melhor remédio. Optamos pelo distanciamento e a tentativa de eliminar um conjunto de imagens, pensamentos e sensações acumuladas ao longo de um certo período. Da mesma forma que a instauração dessa PAIXÃO demorou a ser concretizada, o mesmo acontecerá para que a mesma desapareça – por vezes, até demora mais.

De forma intrigante, com que gostamos desse “masoquismo” quando insistimos nessa PAIXÃO não correspondida. Tudo culpa da ESPERANÇA que aproveita fulgurosamente os seus resquícios de existência. Sabemos que nos provocam sensações desagradáveis, mas mesmo assim, insistimos nessas ações. Porquê? Para quê?

Somos uma espécie que, constantemente, cai nos mesmos erros. É algo que está incorporado no nosso ADN, no nosso inconsciente selvagem. A PAIXÃO pelo SOFRIMENTO. Esta frase justifica as nossas reações a muitos outras decisões no nosso dia a dia. Questiono-me se algum dia deixaremos de ser assim? Acredito que não. Se assim o fosse, deixaríamos de ser SERES PENSANTES.

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