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#NãoSouSóEuQuePensoNisto

A partilha de ideias e reflexões de um jovem a quem o MUNDO lhe intriga.


João José Silva

04.01.25

Viajar em tempos de épocas festivas é sempre um caos. Sou um dos muitos que, para celebrar com os seus, necessita de apanhar um voo. Todas as vezes sinto essa tensão na pele! Com o passar do tempo e o repetir das situações, algumas ações foram se normalizando (horários, deslocações, condutas, etc.), no entanto, existem certas situações que tiram qualquer um do sério.

As viagens são todas programadas ao segundo. Se é necessário apanhar mais do que um meio de transporte para chegar ao destino, existe uma organização atempada de todos os transportes - este tópico é bastante importante. A expectativa é que tudo corra como planeado, caso contrário, a situação complicar-se-á, mas claro, o mundo não é perfeito e os horários das companhias de transportes são o oposto de “perfeição”. ATRASAM SEMPRE! Como, pelas razões mais diversas, não cumprem os horários estipulados, o agendamento espaçado entre cada transporte ou compromisso é fundamental - principalmente para a nossa saúde mental e para não ficarmos, como diz o povo, “com o rabo em terra”.

Com maior destaque para as viagens de avião e os loucos processos no aeroporto, exponho alguns “tesouros” que pude observar nas minhas deslocações.

Começo com as quantidades abismais de bagagens que vejo certos passageiros a transportar. Genuinamente, questiono o que tanto levam naquelas malas. Quando as observamos, vemos que estão bastante cheias, como os feixes num suplício para não rebentarem. Isso também tem a ver com a mentalidade generalizada de levar sempre uma muda de roupa extra caso aconteça algum imprevisto - a verdade é que essa muda, no final de contas, acaba por não ser usada e esquecida no fundo da mala. É interessante comparar com aqueles que viajam em companhias low-cost - a ambulância de bagagem tem um corte substancial. Nesses casos, o que observamos é a transformação de passageiros em personagens semelhantes ao boneco da empresa de pneus, Michelin - ao menos, não passam frio.

Para maior conforto de todos, antes de embarcarmos para os aviões, passamos por um sistema de triagem de segurança. Um sistema prático e eficaz - pelo menos, essa é a intenção…. Acho incrível como certas pessoas têm a capacidade de dificultar aquilo que é simples. Na zona dos detetores, encontramos dois tipos de passageiros: os recorrentes e os novatos. Compreendo perfeitamente que como os novatos não estão habituados ao sistema, demorem um pouco mais a realizar o percurso - é algo normal. O que irrita é a moleza desmedida e falta de praticidade de muitos que por ali passam. Primeiro, separam objeto por objeto, como se estivessem a segurar peças de arte de valor incalculável e como se não bastasse, a recolha dos mesmos, fazem-na com a mesma lentidão. O problema deste ato é que como esse processo conta com muitas pessoas em fila para recolherem os seus pertences, enquanto uns têm estas atitudes egoístas, atrapalham a fluidez do processo, o que gera atrasos e irritações dos restantes passageiros - incluindo a minha. Ó, QUE RAIVA!

Antes de embarcar, até gosto de passar pelas lojas na zona de espera dos passageiros, mas vejo com uma certa rapidez, porque se ficar a olhar durante muito tempo, os olhos começam a arder com os preços muito elevados.

Para acabar em grande, mesmo antes de entrar no avião, acontecem pequenas cenas hilariantes com pessoas que ficam encrencadas como o tamanho excessivo das malas de cabine. Uns acabam por as enviar para o porão, outros pagam uma “taxinha extra”, mas TODOS terminam a expressar a sua revolta em voz alta para que os restantes passageiros escutem - umas vezes dá para rir, outras só apetece colocar os fones de ouvido no volume máximo.

Para quem quiser, ou tiver de viajar em épocas festivas, peço, por favor, que investiguem como as coisas funcionam e não sejam esses passageiros que atrapalham a viagem dos outros - já existem suficientes, não precisamos de mais.

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