Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

#NãoSouSóEuQuePensoNisto

A partilha de ideias e reflexões de um jovem a quem o MUNDO lhe intriga.


João José Silva

08.11.25

No nosso quotidiano, RAPIDEZ e EFICÁCIA são as palavras que regem as nossas ações e pensamentos. Menos preocupações e mais resultados – uma filosofia que nos acompanha, principalmente, quando o assunto é a componente linguística. A articulação e os ornamentos linguístico, na casualidade, são substituídos por “sopros” e abreviações.

“Não há tempo a perder! Respostas diretas e breves.”. Assim é o pensamento de um avolumado número de pessoas em dias mais atarefados – por outras palavras, “dia sim, dia sim senhor”.

Como já foi referido, as abreviações são o mais comum, como por exemplo, em vez de “está lá”, optar por “tá lá”, ou então de “mesmo” para “memo” – muitos mais exemplos existem.

Uma opção que, pessoalmente, me dá a volta aos cabelos é a substituição de alguma definição por “coisa”, ou “coiso”. Passo a exemplificar: em vez de “vou levar o cão a passear”, a frase passa a “vou levar o “coiso” a passear”, ou ainda de “passas-me a escova de dentes?”, para “passas-me a “coisa”?”.

Senhoras e senhores, dizei-me se, num caso semelhante a um destes exemplos, a vossa reação não seria: “Mas que raio é esse “coiso” ou “coisa” que me estás a dizer?”.

Muitas vezes estas substituições aparecem sem contexto prévio levando ao indivíduo que recebe a informação a uma grande dúvida sobre o que realmente está a ser contado. Por outras palavras, uma grande causa das falhas de comunicação. O pior é que esta tendência tem demonstrado um crescimento ao longo dos tempos, em todas as faixas etárias.

Não se surpreendam se, daqui a uns anos, da forma como estamos a evoluir o método como nos comunicamos, não será incomum encontramos dois ou mais indivíduos a grunhirem uns para os outros e compreenderem o que significa cada som.


João José Silva

11.10.25

Se deixarmos as fontes de distração de lado e prestarmos atenção àquilo que nos rodeia, podemos captar momentos insólitos únicos, ou até mesmo, compreender o modo como a mente humana trabalha em relação ao “outro”. Tipos de conversa, gestos, técnicas de persuasão e manipulação – dos mais variados graus.

Pessoalmente, considero algo intrigante e, ao mesmo tempo, fascinante.

Partilho a história que recentemente captei enquanto estava na praia. Ao mesmo tempo que observava o horizonte marinho – sem nenhuma justificação aparente –, tomei consciência de que, ao meu lado, algo peculiar acontecia. A maré estava a subir e, como eu, uma família estava perto da linha de limite da subida da água. Como técnica para prevenir que as ondas acabassem por molhar as suas toalhas e restantes objetos, convenceram as crianças a construir muros de areia que barrassem o avançar da água.

Não é que a técnica funcionou mesmo?

As crianças, contentes e motivadas, uniram-se a trabalharam para construir o muro, enquanto os pais, na maior das tranquilidades, ficavam estendidos nas toalhas a apanhar sol, com os seus pertences completamente secos.

Isto é o que se pode dizer que é “unir o útil ao agradável”. Enquanto as crianças brincam, protegem os pertences e os próprios adultos de se molharem. Já estes, sem preocupações, continuam nos seus balhos de sol.

Um exemplo da aplicação produtiva e não abusiva do trabalho infantil.

Pergunto-me: será que, quando miúdo, também fui persuadido em tal esquema?


João José Silva

10.10.25

Firmemente, seguimos para eleições autárquicas no próximo domingo. Uma “lufada de ar fresco”, após as jornadas anuais de eleições legislativas.

Gritaria pelas ruas, hinos de qualidade duvidosa, almoçaradas e jantaradas, bandeirinhas pelo ar, carros com altifalantes no tejadilho que enervam até aos mosquitos, caixas do correio abarrotadas de papelada… enfim, mais do mesmo.

Algo positivo é a renovação do stock de t-shirts e de canetas – assim ninguém pode dizer que não tem roupa, nem caneta para ir votar!

Como forma de abstrair a mente e a alma deste período de campanha, termino este pequeno texto, com versos de um clássico da música popular portuguesa, da qual, peço aos leitores que participem num jogo e os leiam como se os estivessem a declamar num sarau de poesia, numa cave de tasco, com pouca iluminação e um odor nauseabundo a bolas de naftalina.

 

“Que mal te fiz eu?

P'ra me tratares assim como um farrapo

Um vagabundo um pobre coitado

Não te chegava teres matado o nosso amor?"

 


João José Silva

28.09.25

É verdade que esta notícia não é recente, mas como diz o povo: “a memória é o que nos dá vida”. Acrescento que também serve com meio de estudo e aprendizagem. Quem é que se lembra do título insólito: “Homem bêbedo dado como desaparecido participa nas buscas por si mesmo”?

Certamente, como eu, já alguma vez estiveram, ou viram alguém “alegre pela força do álcool”. Umas vezes com mais, outras com menos intensidade, mas nunca havia conhecido um caso destes.

Questiono-me quem estaria mais distante da realidade. O sujeito procurado, ou quem o procurava? É verdade que o próprio estava num estado deplorável, que nem sabia que as buscas eram em torno da sua pessoa. Agora, quem o procurava, que informações tinha sobre o desaparecido? Também continha o mesmo nível alcoólico no sangue do que aquele que procurava?

Numa teoria abstrata, acredito que o álcool lhe havia dado a capacidade de ativar o modo de invisibilidade. A meu ver, é a resposta mais lógica em todo este contexto.

Não obstante, há que se questionar de quem teve a brilhante ideia de pedir a um bêbedo que procurasse um outro? Muitas vezes sóbrios não encontramos o que queremos, quanto mais com o estado mental alterado.

Ironia do destino ou não, a verdade, é que foi o próprio bêbedo que encontrou o paradeiro de si mesmo. Numa leitura e num contexto mais eruditos, seria considerada uma “autodescoberta do indivíduo”. Não estranhem se este estudo de caso aparecer daqui a uns tempos nos exames de Filosofia.

 

IMG_4200.jpg

 


João José Silva

27.09.25

Num dia como qualquer outro, estava eu a fazer “scrolling” no Instagram – para quem não compreendeu o estrangeirismo, é o ato esfregar o dedo no ecrã do telemóvel, para cima e para baixo, a coscuvilhar a vida alheia –, quando nisto, deparo-me com uma publicação de uma notícia… peculiar.

Não sei a vós, mas utilizo as redes sociais, não só para seguir pessoas do meu leque social, como também para acompanhar as notícias do dia a dia – se for para perder tempo a esfregar o dedo no ecrã, que seja, pelo menos, para aprender alguma coisa.

A página que fez a publicação da notícia foi a revista NIT, com o título e passo a citar: “Discoteca Kremlin encerrou. Moradores não conseguiam fazer sexo devido ao barulho.”

Sejamos honestos, é uma notícia que chama a atenção, não?

Puxado pela força da curiosidade do desenrolar da história, foi investigar mais afundo esta problemática e li o artigo completo. Ao que parece, o problema não é o som, mas sim as vibrações sonoras que se espalham pela estrutura do edifício. Outro ponto é que esta discoteca não é a única a sofrer deste problema e a consequência é o stress provocado pelas noites mal descansadas que afetam a vida sexual dos moradores.

Em suma, quais são as conclusões que tiro de toda esta informação?

  1. A equipa do NIT sabe fazer títulos pomposos que captam a atenção dos internautas. Foi tão eficaz que me dei ao trabalho de escrever um texto a pesar sobre o assunto;
  2. Discotecas e prédios residenciais a partilhar o mesmo perímetro, não são uma boa combinação;
  3. Questiono-me como, por exemplo, os japoneses conseguem ter uma alta densidade populacional, vivendo numa área com um elevado número de terramotos. Não deveria ser um elemento facilitador da atividade sexual, com os tremores ajudado nas movimentações?


João José Silva

29.07.25

Um par de pequenos altifalantes que encaixamos nos ouvidos para escutar música, atender telefonemas, ou outro tipo de função que envolva a audição, sem incomodar os restantes indivíduos que nos rodeiam – uma descrição bastante sintética sobre a função dos auriculares, correto?

Ao que parece, ainda existem pessoas, em pleno 2025, que não compreendem o conceito de “não incomodar os restantes indivíduos” – esta crítica aplicasse mais às camadas mais jovens.

Partilho-vos a história do momento que me fez refletir sobre este tema. Era dia de viagem – ou melhor, “noite de viagem” – e tive de passá-la acordado, passando de transporte em transporte, até ao destino final.

Num pequeno à parte, viagens noturnas são um inferno! O risco de adormecer a meio e perder o itinerário planeado é algo aflitivo – por alguma razão, essas são as viagens mais baratas….

Voltando à história, como referi, havia passado a noite acordado em viagem, numa sucessão de pequenos cochilos que não me ajudaram a descansar a cabeça. Estava a deixar o maior de todos para a viagem de avião: mais longa e com a certeza de que me irão acordar no destino final. Chegada a hora da viagem, sento-me e o avião descola – até aqui, tudo bem. Quando me preparo para tirar o tão desejado cochilo, o “desgraçado”, que não tem outro nome que se lhe dê, do passageiro que estava ao meu lado, põe os fones a tocar numa altura suficiente para o próprio, mais três passageiros ao lado ouvirem o seu gosto musical. Ainda por cima, estava a escutar música eletrónica… ÀS 7 HORAS DA MANHÃ!!!

Pela forma como me expresso, já devem ter percebido que não consegui adormecer na viagem. Sempre que tentava fechar os olhos, a batida de pratos estridentes penetrava-me nos ouvidos como agulhas. Foi péssimo, horrível, catastrófico!

Em suma, com este acontecimento, reflito, primeiramente, na noção que TODOS temos de ter ao utilizar os auriculares. Não é preciso rebentarmos com os tímpanos de uma só vez, além de que, muito provavelmente, a pessoa que está ao nosso lado, não tem o mínimo interesse na música que queremos ouvir. Segundamente, viagens noturnas correspondem perfeitamente à expressão: “o barato sai caro”.


João José Silva

27.07.25

Ao utilizarmos a estrada, por vezes, encontramos “seres transcendentes” a cometer cada infração que a reação só pode ser: jogar as mãos à cabeça, ou mandar dar uma voltas nas falésias onde o sol não brilha.

Estávamos habituados a assistir a tais atos de condutores de automóveis e camiões, contudo, com a crescente tendência das trotinetes elétricas, o pódio das “preguiças cambadas na estrada” vem sofrendo alterações. Para além da massificação da circulação nas cidades, a despreparação de muitos utilizadores aumenta o risco de acidentes.

Partilho um pequeno momento que assisti e me marcou pela surrealidade. Estava eu a caminhar na Avenida Sá da Bandeira, em Coimbra – para quem não conhece, é uma estrada com uma certa inclinação. Olho em frente e vejo uma ciclista a descer em velocidade controlada, quando nisto, uma trotinete elétrica, com a força do demónio nas rodas, surge de súbito e faz uma ultrapassagem a alta velocidade. Um ato perigoso e desmedido. Nisto, só vejo a ciclista com uma expressão enfurecida e a dizer: “Vai pró cara…, trotinete de mer…”. É de realçar que esta ação, assisti-a em constante movimento, tanto meu, como dos dois envolvidos, o que, na minha opinião, deu um outro “charme” à situação.

“Mas afinal, qual é a especialidade do sucedido? É apenas mais uma estupidez de estrada.”

Não creio que seja só mais uma “estupidez de estrada”. O que achei mais surreal, foi mesmo a especificidade dos envolvidos. Para muitos condutores, os ciclistas são uma praga bastante conhecida. Sendo uma ciclista a sofrer do descontrolo de um utilizador de trotinete elétrica, o caso ganha outra dimensão, como se uma cobra se mordesse e sofresse do seu próprio veneno. Um outro exemplo, é comparar uma mosca a reclamar que um mosquito lhe está a importunar. Dos dois, venha o Diabo e escolha o pior!

A +


João José Silva

26.07.25

A sensação de constrangimento é passageira, contudo, bastante fervorosa. De várias formas, podemos nos sentir constrangidos: quando cumprimentamos um desconhecido na rua por engano, quando trocamos, ou esquecemos por completo o nome de alguém, quando se revela em público uma mentira que provocámos, ou até a divisão de um pequeno espaço com um indivíduo desconhecido – neste último ponto, refiro-me em particular aos elevadores.

Ao utilizarmos o elevador, pode acontecer dividirmos um perímetro bastante restrito com um, ou mais indivíduos desconhecidos. Como diz o Boss AC, “o estranho é um amigo que não conhecemos”, no entanto, não creio que o clima de elevador seja o mais propício para tal. Na maioria dos casos, o tempo de partilha é bastante curto, somente alguns segundos, contudo, esses mesmos segundos costumam ser… frios e tensos. Uma barreira invisível cria-se entre os indivíduos. Contacto visual, nem pensar – no máximo, uma monitorização com a visão periférica. O corpo petrifica, como que adotássemos a mítica técnica de “se não me mexer, ninguém me vê”. As cordas vocais não sentem a mínima vibração. Por mais “estranho” que seja, o incómodo passa com certa rapidez, a menos que haja uma avaria técnica e o elevador pare a meio da deslocação – é raro, mas pode acontecer! Aí, é o Destino a apresentar a seguinte proposta: “falam entre si a bem, ou a mal”.

Numa histórica verídica, senti o cúmulo do constrangimento, não num elevador, mas sim numa casa de banho pública. Como assim? Passo já a explicar. Estava eu num evento, aflito para ir à casa de banho – como se diz na minha terra: “com vontade de afogar umas formigas” –, então dirigi-me a um lavabo público. Ao chegar, reparei que era a única pessoa a utilizar o espaço. Confesso que me aliviei na maior das descontrações. Nisto, numa captação periférica, reparo que na abertura inferior de um dos cubículos das sanitas existia algo, uns sapatos. Um silêncio ensurdecedor ergue-se, acompanhado por um arrepio na espinha. Admito que daquela não me esperava. Reavivando a história, sei que a pessoa que ali estava, não havia emitido o mínimo barulho. Possivelmente estava a treinar para ser o próximo 007, ou então, estava em processo de meditação profunda a fazer as necessidades. A verdadeira resposta continuará uma incógnita.

Agora, pergunto a vós. Qual foi o momento em que sentiram maior constrangimento?


João José Silva

15.05.25

A constante incógnita entre o REAL e a FICÇÃO. O completo CAOS, não concordam?

O dia 1 de abril é assim. Dia em que as mentiras e as verdades misturam-se de tal forma que é difícil distinguir qual é qual. Pessoalmente, nessa data, não acredito em nada do que me dizem. Prefiro esperar que tais informações se confirmem no dia seguinte.

Vamos lá ser honestos. Quantas vezes já acreditámos em algo que no dia 2 de abril viríamos a descobrir ser mentira? Já nem conseguimos contar pelos dedos das mãos, nem dos pés, não é verdade?

Felizmente, o período de incerteza somente dura 24 horas. Após esse tempo é possível validar as informações. Até lá, a sensação de permanente desconfiança de tudo e todos é estranha e desconfortável.

Por momentos, imagino se o “Dia das Mentiras” nunca acabasse. Por outras palavras, como seria se todos os dias vivêssemos como a ansiedade de não saber se a informação que recebemos corresponde à verdade, ou não.

Seria algo agoniante!

Acredito que TODOS desejaríamos que tal nunca acontecesse, porque, se não, mesmo conseguindo observar o visível, seria como se estivéssemos constantemente cegos, com palas a nos tapar os olhos para a realidade do mundo.

A principal pergunta é: será possível tal acontecer?

A resposta é que já estivemos mais longe de tal distopia. Primeiro, com a evolução das tecnologias, principalmente as ferramentas de inteligência artificial, que conseguem criar ou recriar, cada vez com melhor qualidade, situações do nosso dia a dia, que nos pode levar facilmente ao engano. Segundo, esta nova discussão da reivindicação da “liberdade de expressão” através do cancelamento da revisão e confirmação de dados concretos, pode nos encaminhar por muito maus caminhos.

É curioso que quase sempre o tema da evolução tecnológica acaba por ser discutido. Este é mais um exemplo da mega dependência que estamos destas ferramentas e o quão fácil somos persuadidos por quem as domina.


João José Silva

08.05.25

Alguém ainda se lembra do apagão geral? Não, não estou a falar daquele que aconteceu no vosso quarteirão, depois da passagem de uma das várias depressões que atravessaram o país. Refiro-me ao de 28 de abril, em que Portugal Continental, de ponta a ponta, ficou sem energia elétrica por algumas horas. Então, já se lembram?

Apesar de já ter passado algum tempo desde o acontecido, creio que essa memória, para quem a viveu, continua bastante viva.

É incrível como que de um momento para outro, tudo aquilo que nos rodeia mudou drasticamente. Passámos de um sistema rotineiro, para o caos, em segundos.

Os meios de transporte dependentes de corrente elétrica pararam, indústrias e postos comerciais paralisaram, a sinalética deixou de funcionar e as pessoas deixaram de estar ligadas à “grande rede de comunicação”.

Pessoalmente, presenciei imagens que jamais imaginaria vê-las. As estações rodoviárias da Campanhã e Coimbra cheíssimas de gente, sobre uma densa escuridão, a incapacidade de grandes empresas e pequenos postos de comércio de responderem à demanda de clientela sem o auxílio dos sistemas eletrónicos, os autocarros públicos a funcionarem com fluidez e uma grande massa de pessoas a camuflarem o stress acumulado com atividades de lazer em espaços públicos (caminhadas, prática de desporto, piqueniques, etc.).

Quando o apagão se deu, estava eu no aeroporto do Porto. Tinha acabado de aterrar e comprado o bilhete de transporte para Coimbra – mal sabia eu a sorte que tinha tido. Após o sucedido, um “caos silencioso” se instaurou. Digo “silencioso”, porque começaram os cochichos, mas não era observável aparato ou desespero pelas pessoas. As coisas fluíam com normalmente. Já prestes a apanhar o autocarro para seguir viagem, conheci um rapaz (das ilhas, como eu) que também precisava de ir para outra cidade, mas não conseguia comprar o bilhete na plataforma online devido ao corte das ligações. Fiquei impressionado ao descobrir que também não era possível fazê-lo a bordo do autocarro. Como faria ele para chegar ao seu destino? Ficou aquelas horas à espera para comprar o seu bilhete? Se o período de apagão fosse mais longo, como se iria safar?

Para aqueles que reiteram o acelerar da transformação do comércio físico para o digital, é importante pegar neste exemplo como uma grave problemática, caso a situação se volte a repetir. Por estas e por outras, é sempre bom ter algum dinheiro físico connosco. Como diz o outro, “nunca se sabe o dia de amanhã”.

Foi uma pequena amostra de que os nossos cérebros já não estão preparados para lidarem com o corte a longo prazo da energia elétrica. A dependências das tecnologias que usamos diariamente, tanto a nível pessoal, como profissional, estão fortemente dependentes de uma ficha e uma tomada.

Outro ponto que foi possível observar (e nesta incluo-me), foram os deficientes kits de sobrevivências. Apercebi-me da falha de elementos importantes, com destaque para o mais essencial de todos, a água potável. Como a temos de forma acessível, raramente nos lembramos que, num instante, esse fornecimento pode acabar.

Como se costuma dizer, “só nos lembramos da importância de algo quando a perdemos”. Uma frase que nestas poucas horas – felizmente que assim o foram – uma grande massa populacional sentiu-a na pele. Em pouco tempo, na generalidade, entrámos num estado de desespero, assimilando-se aos tempos não muito distantes do confinamento pela COVID-19.

Após esta experiência, questiono: se em vez de algumas horas, passasse a dias ou semanas, como lidaríamos com tal situação?

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2025
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2024
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2023
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
Em destaque no SAPO Blogs
pub