João José Silva
19.12.24
A DETURPAÇÃO DO COMENTÁRIO – forma intrigante de começar, não?
Hoje, vivemos numa sociedade em que a PALAVRA tem de ser medida ao milímetro. Qualquer coisa que digamos, pode ferir a suscetibilidade de alguém. Na realidade, esta situação não é nada de novo, desde sempre os comentários, afirmações, especulações e pensamentos são uma faca com dois gumes. O “diferente” nestes tempos, é a massificação e o fácil acesso que temos a todo esse conteúdo, muito propiciado pelos órgãos de comunicação social e as “pseudo fontes informativas” nas redes sociais – por outras palavras, “influenciadores digitais” –, mas não só! Séries, filmes, livros, peças de teatro e entre muitas outras fontes ajudam nessa divulgação.
Numa tentativa de se “destacar do meio do rebanho”, existe uma grande perseguição e análise minuciosa ao comentário do outro – esta “minúcia” nem sempre significa, infelizmente, a investigação dos factos, ou seja, a averiguação dos dois lados da moeda. Ataques propositados, mal interpretação, deturpação da informação, têm se tornado frequentes.
O carimbo da EXISTÊNCIA, sobrepõe-se ao PENSAMENTO, ao RACIOCÍNIO.
Como jovem que pensa, ou pelo menos, tenta pensar, questiono-me sobre esta situação. Porquê seguimos por essa tendência? Somos assim tão insignificantes que necessitamos de nos afirmar pela INTRIGA e pela DESINFORMAÇÃO? Afinal, qual é a melhor arma, a QUESTÃO, ou a RESPOSTA?