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#NãoSouSóEuQuePensoNisto

A partilha de ideias e reflexões de um jovem a quem o MUNDO lhe intriga.


João José Silva

14.01.25

Se o título deste texto também ressoou nas vossas cabeças, então posso confirmar que não sou o único LOUCO que acha este pensamento intrigante.

Realmente, é uma frase bastante profunda e, por mais estranho que pareça, acontece com maior frequência e proximidade do que imaginamos.

Como é que pensei nisto? Um dia destes, estava eu a preparar-me para dormir, quando naquele momento que antecede o sono profundo – pensamos em tudo e mais alguma coisa, mas adormecer, que é bom, não –, fui surpreendido por este pensamento. Em que contexto? Em relação ao ensino universitário – CALMA, que eu passo a explicar!

Não são todos os casos, mas algumas pessoas, antes de ingressarem ou durante o ensino universitário, estão ativos no regime laboral – uma atitude que aconselho vivamente a praticarem. Nesse período, estão em contacto direto com os desafios do mundo laboral e, por sua vez, recebe monetariamente pelo seu trabalho realizado. Por vezes, o trabalho até pode não ser do agrado do trabalhador, mas a recompensa monetária no final do mês, é um incentivo à continuação da prática.

Ao trocarmos a mesma situação para o contexto universitário, a nota final de cada unidade curricular, não tem o mesmo valor de incentivo do que teria o valor monetário. Além do mais, para frequentar um curso universitário, é necessário pagar uma certa contribuição – ou seja, PAGAR PARA TRABALHAR. Em alguns dos casos, os trabalhadores-estudantes, se já trabalharem nas áreas em que estão a estudar, questionam pela continuidade dos estudos, visto que o acréscimo do “canudo”, não é algo que lhes vá compensar.

Tenho noção que ambos os regimes têm objetivos finais diferentes e que esta comparação, a certos olhos, pode parecer um MOMENTO DE DELÍRIO. No entanto, um tema relacionado a ambos os tópicos, abala o meu consciente com uma certa frequência, que é:

  • Mesmo em contexto de estágio, trabalhando numa empresa, ou mesmo em contexto laboral na universidade, não tenho direito de receber monetariamente pelo meu trabalho? – quanto aos valores, sou apologista de um debate. Como estaríamos em fase de integração, aprendizagem e acompanhamento, estes deveriam ser proporcionais a tal;
  • O trabalho remunerado não responsabilizaria o indivíduo ao cumprimento e ao rigor na realização das suas tarefas?

TODO o trabalho realizado para fins lucrativos deve ser recompensado monetariamente. Fico surpreso que as universidades, locais de ensino das boas práticas laborais e dos direitos dos trabalhadores, sejam as primeiras a encaminhar-nos para um tipo de trabalho exploratório por conta de outrem. Mas também, num mundo em que somos apenas NÚMEROS e o CAPITAL é a doutrina, onde é que há lugar para a EMPATIA?

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