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#NãoSouSóEuQuePensoNisto

A partilha de ideias e reflexões de um jovem a quem o MUNDO lhe intriga.


João José Silva

11.10.25

Se deixarmos as fontes de distração de lado e prestarmos atenção àquilo que nos rodeia, podemos captar momentos insólitos únicos, ou até mesmo, compreender o modo como a mente humana trabalha em relação ao “outro”. Tipos de conversa, gestos, técnicas de persuasão e manipulação – dos mais variados graus.

Pessoalmente, considero algo intrigante e, ao mesmo tempo, fascinante.

Partilho a história que recentemente captei enquanto estava na praia. Ao mesmo tempo que observava o horizonte marinho – sem nenhuma justificação aparente –, tomei consciência de que, ao meu lado, algo peculiar acontecia. A maré estava a subir e, como eu, uma família estava perto da linha de limite da subida da água. Como técnica para prevenir que as ondas acabassem por molhar as suas toalhas e restantes objetos, convenceram as crianças a construir muros de areia que barrassem o avançar da água.

Não é que a técnica funcionou mesmo?

As crianças, contentes e motivadas, uniram-se a trabalharam para construir o muro, enquanto os pais, na maior das tranquilidades, ficavam estendidos nas toalhas a apanhar sol, com os seus pertences completamente secos.

Isto é o que se pode dizer que é “unir o útil ao agradável”. Enquanto as crianças brincam, protegem os pertences e os próprios adultos de se molharem. Já estes, sem preocupações, continuam nos seus balhos de sol.

Um exemplo da aplicação produtiva e não abusiva do trabalho infantil.

Pergunto-me: será que, quando miúdo, também fui persuadido em tal esquema?


João José Silva

10.10.25

Firmemente, seguimos para eleições autárquicas no próximo domingo. Uma “lufada de ar fresco”, após as jornadas anuais de eleições legislativas.

Gritaria pelas ruas, hinos de qualidade duvidosa, almoçaradas e jantaradas, bandeirinhas pelo ar, carros com altifalantes no tejadilho que enervam até aos mosquitos, caixas do correio abarrotadas de papelada… enfim, mais do mesmo.

Algo positivo é a renovação do stock de t-shirts e de canetas – assim ninguém pode dizer que não tem roupa, nem caneta para ir votar!

Como forma de abstrair a mente e a alma deste período de campanha, termino este pequeno texto, com versos de um clássico da música popular portuguesa, da qual, peço aos leitores que participem num jogo e os leiam como se os estivessem a declamar num sarau de poesia, numa cave de tasco, com pouca iluminação e um odor nauseabundo a bolas de naftalina.

 

“Que mal te fiz eu?

P'ra me tratares assim como um farrapo

Um vagabundo um pobre coitado

Não te chegava teres matado o nosso amor?"

 

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