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#NãoSouSóEuQuePensoNisto

A partilha de ideias e reflexões de um jovem a quem o MUNDO lhe intriga.


João José Silva

28.09.25

É verdade que esta notícia não é recente, mas como diz o povo: “a memória é o que nos dá vida”. Acrescento que também serve com meio de estudo e aprendizagem. Quem é que se lembra do título insólito: “Homem bêbedo dado como desaparecido participa nas buscas por si mesmo”?

Certamente, como eu, já alguma vez estiveram, ou viram alguém “alegre pela força do álcool”. Umas vezes com mais, outras com menos intensidade, mas nunca havia conhecido um caso destes.

Questiono-me quem estaria mais distante da realidade. O sujeito procurado, ou quem o procurava? É verdade que o próprio estava num estado deplorável, que nem sabia que as buscas eram em torno da sua pessoa. Agora, quem o procurava, que informações tinha sobre o desaparecido? Também continha o mesmo nível alcoólico no sangue do que aquele que procurava?

Numa teoria abstrata, acredito que o álcool lhe havia dado a capacidade de ativar o modo de invisibilidade. A meu ver, é a resposta mais lógica em todo este contexto.

Não obstante, há que se questionar de quem teve a brilhante ideia de pedir a um bêbedo que procurasse um outro? Muitas vezes sóbrios não encontramos o que queremos, quanto mais com o estado mental alterado.

Ironia do destino ou não, a verdade, é que foi o próprio bêbedo que encontrou o paradeiro de si mesmo. Numa leitura e num contexto mais eruditos, seria considerada uma “autodescoberta do indivíduo”. Não estranhem se este estudo de caso aparecer daqui a uns tempos nos exames de Filosofia.

 

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João José Silva

27.09.25

Num dia como qualquer outro, estava eu a fazer “scrolling” no Instagram – para quem não compreendeu o estrangeirismo, é o ato esfregar o dedo no ecrã do telemóvel, para cima e para baixo, a coscuvilhar a vida alheia –, quando nisto, deparo-me com uma publicação de uma notícia… peculiar.

Não sei a vós, mas utilizo as redes sociais, não só para seguir pessoas do meu leque social, como também para acompanhar as notícias do dia a dia – se for para perder tempo a esfregar o dedo no ecrã, que seja, pelo menos, para aprender alguma coisa.

A página que fez a publicação da notícia foi a revista NIT, com o título e passo a citar: “Discoteca Kremlin encerrou. Moradores não conseguiam fazer sexo devido ao barulho.”

Sejamos honestos, é uma notícia que chama a atenção, não?

Puxado pela força da curiosidade do desenrolar da história, foi investigar mais afundo esta problemática e li o artigo completo. Ao que parece, o problema não é o som, mas sim as vibrações sonoras que se espalham pela estrutura do edifício. Outro ponto é que esta discoteca não é a única a sofrer deste problema e a consequência é o stress provocado pelas noites mal descansadas que afetam a vida sexual dos moradores.

Em suma, quais são as conclusões que tiro de toda esta informação?

  1. A equipa do NIT sabe fazer títulos pomposos que captam a atenção dos internautas. Foi tão eficaz que me dei ao trabalho de escrever um texto a pesar sobre o assunto;
  2. Discotecas e prédios residenciais a partilhar o mesmo perímetro, não são uma boa combinação;
  3. Questiono-me como, por exemplo, os japoneses conseguem ter uma alta densidade populacional, vivendo numa área com um elevado número de terramotos. Não deveria ser um elemento facilitador da atividade sexual, com os tremores ajudado nas movimentações?

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