João José Silva
15.05.25
A constante incógnita entre o REAL e a FICÇÃO. O completo CAOS, não concordam?
O dia 1 de abril é assim. Dia em que as mentiras e as verdades misturam-se de tal forma que é difícil distinguir qual é qual. Pessoalmente, nessa data, não acredito em nada do que me dizem. Prefiro esperar que tais informações se confirmem no dia seguinte.
Vamos lá ser honestos. Quantas vezes já acreditámos em algo que no dia 2 de abril viríamos a descobrir ser mentira? Já nem conseguimos contar pelos dedos das mãos, nem dos pés, não é verdade?
Felizmente, o período de incerteza somente dura 24 horas. Após esse tempo é possível validar as informações. Até lá, a sensação de permanente desconfiança de tudo e todos é estranha e desconfortável.
Por momentos, imagino se o “Dia das Mentiras” nunca acabasse. Por outras palavras, como seria se todos os dias vivêssemos como a ansiedade de não saber se a informação que recebemos corresponde à verdade, ou não.
Seria algo agoniante!
Acredito que TODOS desejaríamos que tal nunca acontecesse, porque, se não, mesmo conseguindo observar o visível, seria como se estivéssemos constantemente cegos, com palas a nos tapar os olhos para a realidade do mundo.
A principal pergunta é: será possível tal acontecer?
A resposta é que já estivemos mais longe de tal distopia. Primeiro, com a evolução das tecnologias, principalmente as ferramentas de inteligência artificial, que conseguem criar ou recriar, cada vez com melhor qualidade, situações do nosso dia a dia, que nos pode levar facilmente ao engano. Segundo, esta nova discussão da reivindicação da “liberdade de expressão” através do cancelamento da revisão e confirmação de dados concretos, pode nos encaminhar por muito maus caminhos.
É curioso que quase sempre o tema da evolução tecnológica acaba por ser discutido. Este é mais um exemplo da mega dependência que estamos destas ferramentas e o quão fácil somos persuadidos por quem as domina.