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#NãoSouSóEuQuePensoNisto

A partilha de ideias e reflexões de um jovem a quem o MUNDO lhe intriga.


João José Silva

27.10.23

Imaginem esta situação.

A pessoa sossegada, à espera do autocarro.

(mais um dia normal)

Quando nisto, aparecem dois guardas da GNR, cada um a montar um cavalo, a passear pela rua com a maior das naturalidades.

Fiquei a olhar para aquilo com uma certa estranheza.

(tanto que um dos cavalos decidi-o realizar as suas necessidades ali no meio da estrada)

Depois, fiquei a pensar que há não muitos anos atrás, esta imagem seria normalíssima.

Hoje, temos registos que, ao longo da nossa evolução, o uso, principalmente, de cavalos foi crucial para o transporte de pessoas e mercadorias.

Refletir que de uns anos para cá essa realidade foi transformada de tal forma, que hoje não conseguimos imaginar o mundo sem os veículos a motor.

O mundo está em constante mutação.

De um momento para o outro, a nossa perspetiva de normalidade pode mudar completamente.


João José Silva

21.10.23

Descobri o método para acabar com os momentos de tensão e de exaltação no trânsito. Uma solução mais simples do que se possa imaginar. Para tal, passamos a estar com o acesso quase imediato ao telemóvel. Num prático esticar de braço, "ZÁS!", temo-lo na palma das nossas mãos, pronto para uso. Simples e eficaz!

Muitos leitores dirão que estou louco, ou que tal proposta não teria efeito algum, pelo facto de que tal ideia seja altamente prejudicial, tanto para quem conduz, como para os peões que se deslocam na via pública. No entanto, aproveito para contra-argumentar tal acusação com o seguinte acontecimento que vivenciei:

Estava eu a passear numa via pública, quando nisto, perto de um semáforo, estavam três carros parados em fila. Num primeiro momento, o sinal estava vermelho. Com a mudança da cor para verde, qual não foi o meu espanto que nenhum dos automóveis avançou. Mais, nenhum deles buzinou! Claramente, por instantes, pensei que estivesse a viver um mundo paralelo, em que o estado de civismo se tivesse entranhado nos populares ao volante, no entanto, a minha esperança dissipou-se em segundos, quando me aproximei dos veículos e deparei-me com o 1º condutor ao telemóvel, o 2º segundo condutor, também ao telemóvel e o 3º condutor – espantem-se – igualmente a mexer no dispositivo móvel.

A verdade é que, para além desta história insólita, um avolumado número de condutores tem o vício de utilizar o telemóvel enquanto dirige. Genuinamente, fico surpreendido com a capacidade de alguns de mandarem mensagens enquanto dominam o volante. Pessoalmente, não sou dotado de tais competências de multitarefa – ou bem conduzir, ou bem mandar mensagem.

Em síntese, continuo a me questionar até quando os condutores mais imprudentes tomaram consciência de que, quando conduzem têm nas mãos, não apenas um equipamento motorizado que os ajuda a fazer deslocações, como também uma ARMA MORTAL.

Nunca estive, nem espero estar num campo de batalha, mas, pelo pouco conhecimento que adquiri sobre o tema, nunca ouvi relatos de combatentes a manusearem armas de fogo, enquanto fazem “scroll” nas redes socias, ou então, estão a mandar mensagem aos seus cônjuges a avisar que vão encomendar frango para o jantar.

À parte de brincadeiras, faço o meu pedido de mais tino aos condutores deste nosso país e não só. Se algo acontecer – infelizmente, muitas vezes acontece – não só vocês poderão ser afetados pelo descuido. Como diz o povo e com razão: “quem não tem culpa, leva por tabela”.


João José Silva

21.10.23

Imaginei que, num dia aleatório, eram confrontados com a seguinte mensagem nos meios de comunicação:

“72 horas! Repito, 72 horas! O GRANDE APOCALIPSE APROXIMA-SE! Faltam apenas 72 horas para a extinção em massa, a pulverização global! Senhoras e senhores, o FIM DO MUNDO, CHEGOU!”

É verdade que nesta mensagem está presente uma densa vertente dramática, contudo, sejamos honestos, pelo menos, uma vez na vida, por meros segundos, TODOS já imaginámos uma situação destas, ou semelhante, não?

A capacidade de hipotetizar a aniquilação de tudo aquilo que nós conhecemos – e o que não conhecemos também. Como se, num estalar de dedos, TUDO, simplesmente, desaparecesse. Aquilo que existe, ou já existiu passasse a vaguear pela imensidão do VAZIO – inclusive a nossa existência.

Caso uma situação desta se materializasse e tivéssemos apenas 72 horas restantes, o que faríamos? Quais seriam os nossos últimos desejos antes do ponteiro do relógio bater o último segundo?

A maioria da população, nesse período, instintivamente, cometeria os seus desejos mais profundos e obscenos – as leis, pouco o nada valeriam. Já outras pessoas, perderiam essas horas em procrastinações profundas. Como diz o povo e com razão: “há gente para tudo”.

Acho interessantíssimo que alguns cidadãos, atualmente, tenham listas em que enumeram os seus principais desejos, caso um dia algo venha a acontecer – quem diz o FIM DO MUNDO, também diz o aparecimento de uma doença grave e sem cura, por exemplo.

Se formos a pensar sobre este assunto, chegamos ao ponto de que só começamos a pensar em aproveitar a nossa vida, quando esta tem um limite de finitude marcado, ou próximo. Então, só quando estamos próximos de perder algo é que, realmente, começamos a pensar nela, ou em aproveitá-la? Quem diz a VIDA, também diz outros assuntos, não?

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